quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

FILHOS SEM ASAS NÃO APRENDEM A VOAR - Múcio Morais

Andando pelas escolas de ensino fundamental e médio do Brasil, as públicas e privadas, com pouquíssimas diferenças no comportamento das famílias, percebi uma realidade sutil, perigosa e ilusória: Os Pais enviam filhos sem asas para as escolas e querem que os Professores e os demais profissionais envolvidos na educação, os ensinem a voar!

1. Os pais são a autoridade da casa!

2. Não tenha medo dos seus filhos!

3. Pais são responsáveis pela educação dos filhos!

4. Fale não para os filhos!

5. Crie uma rotina para os filhos!

6. Brinque com seus filhos!

7. Escute o que os filhos tem a dizer!

8. Use apenas a força da voz!

9. Não sobrecarregue as crianças!

10. Dê pequenas responsabilidades aos filhos!

1: Cuide da sua própria comunhão com Deus

2: Não tenha medo em discipliná-los

3: Ensine a liberdade com responsabilidade

4: Aproveite todas as oportunidades para ensinar a seus filhos sobre o amor de Deus

5: Não seja incoerente com eles

6: O valor da obediência

7: Ensine-os a fazer boas escolhas

8: Seja o treinador, mas também o maior torcedor do seu filho

9: A fé para vencer e permanecer

10: O temor a Deus

2. Os valores também são inculcados: Talvez não se trate somente de educar no feminismo, mas de educar com valores sociais, como a justiça e a igualdade de direitos. 

1) Demonstrar nosso carinho

2) Ensiná-los a regular suas emoções

3) Tempo de qualidade e de quantidade

A ideia de que as crianças precisam de tempo de qualidade com seus pais sem que a quantidade importe completamente falsa. Em minha opinião é uma ideia criada para aqueles pais que trabalham muitas horas e dedicam, consequentemente, pouco tempo aos seus filhos não se sintam muito mal por isso. Por isso é completamente falsa. As crianças precisam de muito tempo de convivência com seus pais (quantidade) e com dedicação máxima (qualidade). Não é estar somente no mesmo quarto e lugar que eles, mas com dedicação exclusiva (brincadeiras, tarefas divididas, lição de casa, passatempos, etc.).

O ser humano tem enorme facilidade de transformar desejos (o que quero) em necessidades (o que preciso). Não é nada raro escutar comentários do tipo “preciso me casar para ser feliz”, “é imprescindível que eu consiga viajar à Índia” e “sem meu café da manhã não sou ninguém”. Mesmo que nos custe a acreditar, tudo isso são coisas das quais gozamos, mas não são necessárias à sobrevivência do ser humano. É por isso que é importante que entendamos a diferença entre necessidades e desejos.

Podemos dizer que as necessidades são básicas à sobrevivência de qualquer ser humano. As necessidades estão na base da famosa pirâmide descrita por Abraham Maslow, onde encontramos, além das necessidades fisiológicas como a alimentação, a hidratação e o descanso, as necessidades emocionais e afetivas. Desse tipo de necessidades falaremos com detalhes mais adiante. Por outro lado, os desejos não são necessários à nossa sobrevivência. Podem ser coisas que ansiamos e nos motivam, mas sua consecução não coloca nossa vida em risco. Vejamos um exemplo. Eu posso desejar fervorosamente ganhar a loteria. E mais, posso fantasiar e imaginar o que faria com esse dinheiro. Mas o fato de não ganhar a loteria não significa que minha sobrevivência esteja em risco.

Por outro lado, as necessidades que iremos detalhar a seguir são de fato imprescindíveis a uma boa saúde mental de nossos filhos. A seguir, iremos enumerar as 15 necessidades emocionais e afetivas de toda criança e adolescente (também podemos incluir os adultos, evidentemente). Quanto mais ações você realizar com seus filhos para satisfazê-las no dia a dia, melhor:

1) Demonstrar nosso carinho

Todos os dias devemos dizer a nossos filhos o quanto os amamos, como sentimos sua falta no trabalho e como estamos orgulhosos de como são. Isso é fundamental para uma boa autoestima. Não basta pensá-lo, devemos dizê-lo e agir em consequência disso. Se hoje você não disse a seu filho que o ama, tente fazer com que seja a primeira coisa a dizê-lo quando o vir.

2) Ensiná-los a regular suas emoções

A ideia de que as crianças precisam de tempo de qualidade com seus pais sem que a quantidade importe é falsa

Como uma pessoa se transformou em um grande cirurgião e desempenha tão bem sua profissão? A chave está em ter um grande professor e em muitas horas de dedicação. O mesmo acontece com a regulação emocional. As crianças precisam que seus pais lhes ensinem a identificar e gerir suas emoções. A partir daí tudo vai melhorando em função da experiência. O problema ocorre quando os pais não sabem regular suas próprias emoções. Se eles não sabem, como irão ensinar seus filhos. Dificilmente. Por isso, se você tem alguma dificuldade em gerir suas próprias emoções, procure ajuda antes de ensinar a seu filho. Se queremos que nossos filhos no futuro sejam capazes de autorregular suas emoções, é imprescindível que agora que são pequenos lhes heterorregulemos suas emoções, ou seja, que aprendam a regular suas emoções com nossa ajuda.

3) Tempo de qualidade e de quantidade

A ideia de que as crianças precisam de tempo de qualidade com seus pais sem que a quantidade importe  completamente falsa. Em minha opinião é uma ideia criada para aqueles pais que trabalham muitas horas e dedicam, consequentemente, pouco tempo aos seus filhos não se sintam muito mal por isso. Por isso é completamente falsa. As crianças precisam de muito tempo de convivência com seus pais (quantidade) e com dedicação máxima (qualidade). Não é estar somente no mesmo quarto e lugar que eles, mas com dedicação exclusiva (brincadeiras, tarefas dvididas, lição de casa, passatempos, etc.).

4) Oferecer a eles contextos de segurança e proteção

As crianças precisam de uma estimulação suficiente e adequada. Passado esse mínimo de estimulação, não se conseguem maiores aprendizagens

Esse é o primeiro pilar se queremos fomentar um apego seguro em nossos filhos. Uma criança não pode se sentir segura se nunca foi protegida. A segurança é o contexto a partir do qual virão as próximas características do apego seguro. Proteger nossos filhos quando sentem medo, temor, raiva e tristeza é nossa função. Se alguma vez você não o fez, recomendo que a partir de agora ajude e acalme seu filho sempre que ele experimentar alguma emoção desagradável e que não saiba lidar por si só.

5) Sintonia emocional

É imprescindível que estejamos em sintonia emocional com nossos filhos, ou seja, que atendamos, legitimemos e conectemos com as emoções que estão experimentando. Assim, por exemplo, um pai estará em sintonia emocional com seu filho quando, diante de uma situação concreta, este lhe mostrar seu medo e raiva, e o pai compreender e atender o que se passa com seu filho. Consiste em estar receptivo diante das necessidades da criança. É como conectar por Wi-Fi nosso hemisfério direito, que é  emocional, com seu hemisfério direito. Se não o fez em um número importante de vezes, tente fazê-lo, pois não se conectar com suas emoções e afetos tem repercussões negativas.

6) Responsividade

Quando estabelecemos limites e os explicitamos a nossos filhos estamos dizendo a eles “eu te amo”

A responsividade é a parte que vem na sequência da conexão emocional. Para poder ser responsivo, para não dizer responsável, precisei me conectar emocionalmente com meu filho, se não seria impossível. A responsividade consiste em dar à criança o que ela precisa. Não consiste em realizar seus caprichos, mas em realizar e cobrir suas necessidades. Como dizíamos no começo, as necessidades não são negociadas uma vez que são imprescindíveis à sobrevivência. A mãe ou pai que é responsivo é aquele que dá à criança aquilo que ela realmente precisa. Se diante de uma briga de nosso filho com um amigo ele se mostra preocupado e nós lhe dizemos que não enrole mais e vá fazer a lição de casa que é o que importa, não estamos sendo responsivos porque não estamos atendendo sua necessidade. Costumamos ser responsivos habitualmente com nossos filhos? Dedique alguns segundos pensando sobre isso.

7) Assumir o papel que nos corresponde como pais

Os pais não são amigos de seus filhos. Também não somos seus criados, mas às vezes pode parecer. Somos seus pais, e devemos assumir o papel que isso significa. Estamos realmente exercendo o papel de pais ou às vezes nos comportamos como colegas de nossos filhos?

8) Estabelecer limites claros

Uma das obrigações dos pais é implantar uma série de normas e limites no contexto familiar. Nossos filhos precisam de regras. É algo tão necessário como saudável. Imaginam uma cidade sem semáforos e sem placas de trânsito? Não seria um verdadeiro caos? Acontece a mesma coisa com as crianças. Precisam saber até onde podem chegar e qual é seu perímetro de segurança. Quando estabelecemos limites e explicitamos aos nossos filhos estamos lhes dizendo “te amo”. Coloco limites porque te amo e me importo com você. Refletiram sobre a quantidade de limites que existem em sua família? São muitos, poucos ou inexistentes? É recomendável pensar sobre isso.

9) Respeitar, aceitar e valorizar

Quando respeitamos, aceitamos nossos filhos como são e os avaliamos positivamente, estamos olhando incondicionalmente para eles. Demonstramos que nosso amor para com eles é incondicional, ou seja, não depende de nada. Amamos os filhos por quem eles são e não pelo que fazem e deixam de fazer. Estamos olhando nossos filhos incondicionalmente ou nosso amor para com eles depende de algo (resultados acadêmicos, comportamento, atitude, etc.)?

10) Estimulação suficiente e adequada

Há alguns anos, ficou em moda a hiperestimulação das crianças. Levávamos os jovens de um lugar a outro para “espremê-los” ao máximo cognitivamente falando. Precisávamos aproveitar o tempo e a plasticidade cerebral antes que essas janelas se fechassem. Hoje em dia sabemos que as crianças precisam de uma estimulação suficiente e adequada. Passado esse mínimo de estimulação, não se conseguem maiores aprendizagens, mas exatamente o contrário: exigências, estresse e hiperestimulação. O slogan que diz que quanto antes e mais estimularmos nossos filhos, melhor, é falso. Os pais devem repensar como enfocar, por exemplo, as atividades extraescolares de nossos filhos? Certamente sim.

11) Favorecer sua autonomia

Dizíamos antes que a primeira característica do apego seguro era a proteção. Pois bem, a outra face da moeda da proteção e segurança consiste em favorecer a autonomia, o que é a mesma coisa, favorecer sua curiosidade e seu espírito aventureiro e explorador. Viemos a esse mundo com a emoção da curiosidade no kit de sobrevivência, o que nos faz ter muita vontade de aprender coisas novas. É de vital importância, não só que achemos bom que nossos filhos sejam curiosos, mas que os convidemos a fazê-lo.

12) Sentido de pertencimento

Para o ser humano e para muitos outros mamíferos é de vital importância sentir-se parte de um grupo. Já viram nos documentários de quais são os lugares que os filhotes mais jovens ocupam? Geralmente costumam ir no centro, ou seja, no lugar de maior segurança e proteção. Daí vem a importância do grupo e da manada. O fato de nos sentir parte de um grupo ou de vários aumenta as probabilidades de sobrevivência. Uma das características que as crianças que sofrem assédio escolar costumam ter é não pertencer a nenhum grupo. É muito importante que nossos filhos pertençam, no mínimo, de um grupo, senão de mais. Estamos fazendo um bom trabalho como pais para favorecer o âmbito social de nossos filhos? Esse âmbito é tão importante quanto o acadêmico, não? Se concordamos, dou como certo que nunca castigamos os resultados acadêmicos ruins com não sair com os amigos e ir aos jogos de futebol, não?

13) Favorecer a capacidade reflexiva da criança

A capacidade reflexiva se refere a pensar sobre o que nos acontece, como estamos fazendo, como nos sentimos, nossa evolução e progressos, etc. É importante que ajudemos nossos filhos a aprender a pensar sobre as emoções que sentem, o que pensam, como se comportam, etc. Também é um trabalho muito interessante para nós como adultos.

14) Identidade

Ao longo dos primeiros meses e anos de vida, ocorre um processo de diferenciação entre o bebê/criança e a mãe, já que no começo o pequeno não o faz. Com o passar do tempo devemos favorecer nas crianças essa identidade própria que nos diferencia do restante das pessoas.

15) Magia

A magia é um dos mecanismos de defesa mais fortes que as crianças têm. Os adultos costumam chamar de autoengano. Tudo o que tem a ver com a magia, o oculto, o divino e o fantasioso é algo que cativa todas as crianças. O que um mistério significa é algo que “encanta” as crianças. Aprendemos a utilizar e a colocar do nosso lado a magia e a fantasia.

Não é minha intenção fazer com que algum pai ou mãe se sinta mal. Exatamente o contrário. Espero que essas 15 necessidades básicas sirvam para que vocês vejam o que nossos filhos realmente precisam. Espero que sirva para refletir sobre o ponto em que estamos e de que forma estamos assumindo o papel de pais. Com certeza estamos desempenhando-o bem, mas um pouco de reflexão não é má ideia.

Rafael Guerrero Tomás é diretor do Darwin Psicólogos, especialista em transtorno por Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), transtornos da aprendizagem e transtornos de conduta, e doutor em Educação

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CAPACITAR SEM FORMAR HUMANAMENTE É PERDA DE TEMPO - Múcio Morais

Por muitos anos venho trabalhando na formação de profissionais da educação, com diversos cursos, processos e tecnologias educacionais, trazendo e criando elos entre o que se descobre nas ciências humanas e os processos educacionais, a descoberta de novos modelos de ensino tem deixado estes profissionais entusiasmados e motivados para a missão de ensinar e formar pessoas; Mas percebo ao longo dos anos que estas tecnologias e processos se perdem e em muitos casos os profissionais não estão em condições intelectuais, emocionais e mesmo “morais” para aplicação destes e outros aprendizados.

O que quero dizer com isso? Que as capacitações técnicas são inúteis? SIM, exatamente,
em muitos e muitos casos, percebo os seguintes grupos entre os Professores, Coordenadores, e Gestores:

OS INTERESSADOS: Aqueles profissionais que gostam de aprender, curiosos, instigam positivamente o grupo, inquietos, são criativos e suas aulas não caem na mesmice, podem até ter limites intelectuais, mas se viram, querem fazer bem feito, tem orgulho do que fazem e estão moralmente prontos para receber novos conhecimento e aplica-los, eles acham propósito no que aprendem e estão sempre ansiosos para ver os resultados, já saem da formação com planejamento e direcionamento prontos. As personalidades deste grupo são bem variadas, desde o animado e histérico até o reflexivo e sério.

OS INDIFERENTRES: Aqueles profissionais que não entendem e nem desejam crescimento, apenas estão presentes, assinam a chamada e seguem em frente, acham parte do que foi ensinado absurdo ou de difícil aplicação, demostram uma certa empáfia com o(s) Instrutor(s) e Palestrante(s); São mornos e de pouca iniciativa, perderam a missão, a visão e o propósito, estão cansados, enfarados, enjoados.

OS AGRUPADOS: Aqueles que participam das capacitações em “grupinhos” geralmente tem um influenciador que distrai os demais do conteúdo e do “espírito do conteúdo” dificilmente irão discutir a aplicação das metodologias após o evento, salvo em alguma reunia pedagógica onde forem inquiridos; O entendimento dos propósitos de novos conhecimentos só será aceito se atender alguma dificuldade específica do grupo;

OS INSOLENTES: Revoltados com algum procedimento da Secretaria de Educação, se colocam nas formações como sindicatos, instigam, menosprezam, e, tendo oportunidade tentam demonstrar a insignificância da formação diante do “grande dilema” que estão vivendo, mas quem disse que a educação terão em qualquer tempo um momento sequer sem dilemas? Profissionais assim são apenas “funcionários” não entendem o sentido moral da missão de educar, demonstram insatisfação e despropósito diante do público mais sensível, os alunos.

OS FESTEIROS: Confesso que gosto muito deste grupo, são superficiais, se gabam de seus defeitos, influenciáveis, carismáticos e animados. Sem este grupo nenhuma capacitação será um sucesso total, se bem controlados pelos Instrutores e Palestrantes, fazem a festa, trazem animação e alegria, associam processos e métodos a situações corriqueiras, têm presença de espírito e com algum esforça podem reter e praticar o que aprenderam, alguns demonstram visão do que fazem outros fazem somente porque gostam, mas emoção positiva não falta, sabendo utilizá-los, a educação só tem a ganhar.

Estes grupos não se manifestam somente nos eventos de formação, eles já existem e apenas se agregam, mas o que importa é o nível de aproveitamento que as formações terão, qual o impacto de um novo conhecimento ou uma nova tecnologia de ensino? Temo que nesse ponto tenhamos uma perda enorme, não sei estimar, mas me arriscaria em mais de 50% de perda, sim, nem metade do que foi ensinado é transferido aos alunos. Isso me parece óbvio ao constatar a inércia ou evoluções mínimas e pontuais na aprendizagem.

ONDE ESTÁ O PROBLEMA?

Posso oferecer com base em minha experiência de outros colegas com os quais partilho conhecimento, algumas constatações para responder a esta  questão;

1.      A baixa formação ética e moral de nossos profissionais de educação, entendamos que sem ver propósito no que se coloca diante de alguém, dificilmente esta pessoa irá aprender e processar a prática. Falta entendimento da missão “educar” falta nobreza (que, a despeito de todos os riscos e perigos, age ou pensa desinteressadamente com vistas a servir alguém ou a encarnar um ideal;) A ausência deste valor transforma Professores em empregados e a escola vira somente o quintal de casa.

2.  Os baixos padrões de espiritualidade e entendimento dos processos de vida; (quem não transcende ao que pode ver, não pode ensinar o que não vê, Múcio Morais.).

3.   A incapacidade de lidar com o autoconhecimento e buscar desenvolvimento; (Chega um tempo em que precisamos conhecer melhor o nosso outro lado, o de dentro. É lá que repousam nossas verdades, Simone Marçal.).

4.  A desordem e incapacidade de administrar e manter a própria vida em   equilíbrio; (Eu descobri que sempre tenho escolhas. E muitas vezes, trata-se   apenas de uma atitude.).

5.     A falta de padrões emocionais para lidar com as diversas situações da vida;

6.    A ausência de crenças e valores sólidos; A relatividade baseada em interesse; A moral consiste em fazer prevalecer os instintos simpáticos sobre os impulsos egoístas.

Auguste Comte

7.      Falta de foco e como resultado a falta de excelência;

8.    A falta de revisão nas motivações originais para a escolha do trabalho com a educação;

9.     A manifestação de problemas mentais e emocionais sem a devida atenção;

10.   A falta de prática de desenvolvimento pessoal;

Nesta avaliação básica percebe-se claramente que a questão da conscientização para o desenvolvimento humano norteia todo o processo, entendamos algo de suma importância, formar tecnicamente é simples, basta insistir, monitorar, praticar, mas formar humanamente é muito mais desafiador. Não adianta formar tecnicamente se não existe combustível moral, espiritual e intelectual para que exista congruência na prática docente em todos os seus aspectos dentro de fora de sala de aula. Formar sem preparar humanamente é investimento prejudicado, sem preparar devidamente a forma colocando a massa precipitadamente o bolo vai agarrar ao funcho e queimar, é assim que percebo o processo de desenvolvimento da equipe de educação.

Minha atuação é humana basicamente, embora tenhamos formações voltadas para a neuroeducação, passo seguinte à preparação humana, sugiro um programa de desenvolvimento pessoal, um trabalho na mudança de visão e comportamento, este processo deve ter uma duração razoável, não basta uma palestra um uma formação de poucas horas, é necessário tempo e acompanhamento.

Este processo trará propósito às atualizações e formações técnico-pedagógicas, fazendo com que sejam incorporadas e aplicadas com coração e método.

Outra sugestão é que esse programa seja estendido aos Pais e alunos, uma ação abrangente e direcionada a formação geral de uma sociedade melhor.

Grande Abraço,

Múcio Morais

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A SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO - CAMPOS-SILVA,


Focalizamos nosso interesse na Síndrome da Desistência do trabalho, denominada Síndrome de Burnout. Nasceu face às angústias vivenciadas ao longo do encontro oferecido pelo Estado de Mato Grosso, por intermédio da Secretaria de Estado de Educação, face às reformas para o Ensino Médio, propostas no final de 2001. Tais reformas com o objetivo propagado de alcançar melhorias na qualidade do ensino, a princípio num número experimental de municípios e escolas, e, gradualmente, expandindo sua cobertura a todo Estado; assim, com a expectativa de contribuir para a garantia de maior eqüidade e, então, redução das diferenças  que obstaculizam o processo, o que certamente, propiciaria ao coletivo, reais possibilidades econômicas e sociais.

Surgiu, então, o Projeto Apoena, implantado em diversas regiões, num total de 24 (vinte e quatro) escolas, dentre as quais, na Cidade de Cáceres, a Escola Estadual Onze de Março foi escolhida.

Quanto à Síndrome de Burnout é o nome que recebeu o conjunto de três dimensões (sintomas): exaustão emocional, baixo envolvimento no trabalho e, despersonalização; estas podem se manifestar associadas, contudo são independentes.  Burnout ocorre como resposta ao estresse ocupacional crônico e se caracteriza pelo aparente desinteresse, mal estar interno ou insatisfação ocupacional que tem atingido os trabalhadores do ensino. Estes ao se sentirem sem alternativas para compartilhar suas dificuldades, anseios e preocupações, aumentam sua tensão emocional, o que contribui para o surgimento da síndrome.Trata-se de um conjunto de condutas negativas, representadas pela deterioração do rendimento, o surgimento de condutas irresponsáveis, atitudes passivo-agressivas com os outros e aniquilamento da motivação, para o que contribuiriam fatores internos, tais como valores individuais e traços de personalidade, e, fatores externos, representados por modelos de gestão organizacional, ocupacional e grupal.

As conseqüências derivadas pelo acometimento de Burnout focalizam-se nas esferas pessoal e institucional. Para o trabalhador, situações desconfortáveis, e, por vezes insuportáveis, tanto pessoal como profissionalmente, à medida que passa a ser estigmatizado pelos colegas ou pelos gestores, agravando o quadro da doença manifesta.  Por exemplo, a redução no nível de satisfação profissional, implica em alto risco de acidentes, no absenteísmo, na inconstância no emprego e inevitavelmente, culmina repercutindo na estrutura familiar. Quanto à instituição afeta na qualidade do seu produto, na redução do lucro, e na deterioração  da sua imagem institucional.

A realidade que permeia as relações de trabalho mostra-se altamente complexa, a exigir soluções criativas, assentadas em alguns princípios e valores essenciais à transformação do que está posto; citamos a título de exemplo, o direito universalizado à atenção, a promoção e a proteção àqueles que trabalham, independente da forma singular de inserção no processo produtivo; assim como direito à formação e, à informação adequada e necessária, a cada usuário, sob princípios da solidariedade efetiva e da ética, constantemente a nortear as decisões e, as ações políticas e administrativas. Não nos podemos esquecer que as condições de saúde dos trabalhadores do ensino dependem das condições em que eles realizam seu trabalho, e, o problema que emerge, diante do que está posto, configura-se na prisão, num cotidiano que se repete em sensações agonizantes, desestimulando planos e expectativas futuras, ou seja, engessando possibilidades. O que nos inquieta é perceber esta espécie de desamparo, a reportar-nos às palavras de Alevato(1999)[1], seria propositalmente esta situação conjetural para construir uma reserva de mercado com um exército de loucos?

Por outro lado, constatamos que as patologias psíquicas e mentais (depressão, alcoolismo, envelhecimento precoce, Burnout, etc) já são reconhecidas pela Legislação Previdenciária, como doenças do trabalho[2]. Consoante o artigo 340, do Decreto 3048,  explicita que por meio dos segmentos: estabelecimentos de ensino, sindicatos, organizações de classe, [...] serão promovidas regularmente instrução e formação com vistas a incrementar costumes e atitudes prevencionistas [...].(1999,  p.43).

Paulatinamente vemos, que a fragilidade emocional provocada pela falta dos suportes afetivo pessoal, profissional e social traz grande sofrimento, não ficando restrito somente a um aspecto. Então, o estresse vem se tornando presença constante ao longo da trajetória dos trabalhadores do ensino. Nesse sentido nos ensina Pelletier[3] (1997), que a capacidade de enfrentamento do estresse, não se trata de mera questão de controle ou atitude pessoal, todavia, a possibilidade de reflexo acerca da intensidade dos vínculos sociais estabelecidos, ou não; vínculos estes que atuam como amortecedores dos impactos a que o trabalhador do ensino está sujeito em seu cotidiano.

A realidade social e econômica sob a qual cristalizou-se o modelo de relações de trabalho educativos, que se chocam e ocasionam a doença, fez com que os profissionais da educação se vejam encurralados diante do desafio de construir uma escola jovem e, ao mesmo tempo, vencer limites impostos pela organização do trabalho. Neste segmento produtivo, como se observa, a preocupação com a saúde dos professores ainda não se fez presente. São raros os estudos técnicos e acadêmicos sobre a saúde do trabalhador da educação e não temos visto concreta iniciativa, como se os professores não fossem atingidos pelas doenças do trabalho.

Como formas de prevenção da Síndrome de Burnout, encontramos propostas para que os trabalhadores do ensino evitem a monotonia, e para isso, aumentem a variedade no cotidiano, prevenindo o excesso de horas dedicadas tão somente ao trabalho. Também alertam sobre a importância do investimento na capacitação profissional e pessoal dos trabalhadores, conjugada à relevância da melhoria na qualidade das relações sociais.

Cremos que, se houver vontade política dos gestores do serviço público, percebida por suas ações efetivas direcionadas ao respeito, à consideração pelo trabalhador do ensino, muito se conseguirá fazer, a favor da manutenção da integridade física e moral do trabalhador. Contudo espera-se também, que se ações forem noticiadas neste sentido, que sejam de fato e, de direito, para atender a todos os trabalhadores, sem distinção, discriminação, ou, exclusão; porque diante de todas as dificuldades pelas quais têm vivenciado os trabalhadores de ensino em seu percurso, mais uma vez, se defrontarem com critérios que privilegiem a um número reduzido de ‘escolhidos’, creio indubitavelmente, que a classe trabalhadora de ensino, fará jus à uma comenda de heróis resistentes da contemporaneidade.

Outrossim, cremos que urge o debruçar de um olhar mais longe, com maior acuidade, qual Apoena[4], para que o gestor do serviço público, veja o sofrimento do trabalhador do ensino, possível de ser percebido pela fisionomia, no seu andar, no franzimento por entre os olhos, no semblante representativo da sobrecarga; visível também por meio das rugas cada vez mais precoces; na pobreza das relações interpessoais, rumo ao isolamento, configurado pelo sofrimento, físico, psíquico e moral; e, o não menos significativo e, sintomático da Síndrome estudada, qual seja, o olhar da desistência . . .

Necessitamos ressaltar que o ato de trabalhar por si só, não implica mal a alguém; contudo, o excesso de trabalho, as condições organizacionais injustas, imorais e, as perniciosas relações no trabalho é que impõem sofrimento. O cansaço físico ou mental pode fazer parte, do cotidiano de um trabalho, entretanto, não sob características comprometedoras da saúde do trabalhador do ensino, ao ponto que se tornem crônicos. O que tem recebido o trabalhador de ensino, quando vende sua força de trabalho para suprir suas necessidades materiais e afetivas? Seria o saldo desse fato social, determinante na implantação da Síndrome e, sua manutenção na carreira que abraçou?

No que diz respeito à nossa preocupação ao iniciarmos esta investigação, ou seja, conhecer as causa da Síndrome de Burnout segundo os trabalhadores de Ensino da Escola Jovem de Cáceres, em quem foram detectados os indícios de acometimento por esta síndrome, podemos consignar que a totalidade dos sujeitos investigados imputou a causa principal, à parca remuneração percebida mensalmente pelos trabalhadores, a título de salário. Todavia, outras foram apontadas, com não menos ênfase tais como: insatisfação profissional; insatisfação pessoal; desvalorização da profissão; não-reconhecimento da profissão pelo valor social que tem; falta de incentivo por parte do governo; não sentir prazer na profissão; não usufruir momentos de lazer; porque não conseguem se desligar das preocupações com as dívidas contraídas, face ao desequilíbrio entre o que recebem e, o que despendem para o suprimento das necessidades básicas. Estas causas apontadas reforçam nosso entendimento sobre a urgência dos órgãos competentes viabilizarem ações preventivas e profiláticas no sentido de garantir ao trabalhador de ensino a qualidade de vida no trabalho tão propagada na mídia nos últimos tempos e, que vem se transformando em slogan pra muitos galgarem o ápice político-partidário, sem que de fato e de direito tenhamos percebido sua prática nas relações de trabalho do serviço público.

Entendemos que o trabalhador do ensino precisa, realmente, de reconhecimento sobre valor de sua contribuição social, para que seja liberto da carga mental peculiar a esse trabalho que tem provocado sofrimento para quem o realiza; pois, ainda que se esgote tentando valorizar a si, ao outro, e, ao trabalho, quando ele percebe que a sociedade não reconhece a utilidade social do produto de seu trabalho, ocorre a desistência simbólica e, então entra em Burnout.  Pensamentos como o de Antunes (2002, p.175) ao afirmar que uma vida cheia de sentido fora do trabalho supõe uma vida dotada de sentido dentro do trabalho, nos inclina para objeto de investigações futuras acerca do sentido da vida para os trabalhadores em Burnout; teria uma relação de causa e conseqüência? O sentido da vida e, o sentido do trabalho poderiam ser variáveis interdependentes, ou, mediadoras na produção do sofrimento psíquico daqueles acometidos pela Síndrome de Burnout?

Acreditamos que este objeto de estudo não se esgotou com a finalização desta investigação ora relatada. A nossa tomada de consciência, diante da complexidade do ser e do saber, nos aponta para um leque de discussões que doravante se descortinam, pelas veredas de nosso percurso que, prossegue ... 

REFERÊNCIAS:

ALEVATO, Hilda Mª Rodrigues (1999). Humanos, ainda que professores. Tese de doutorado em Educação – Faculdade de Educação, centro de estudos sociais aplicados. Universidade Federal Fluminense-UFF. Niterói.

ALEVATO, Hilda Mª Rodrigues (1999). Trabalho e neurose: enfrentando a loucura de um ambiente em crise. Rio de Janeiro: Quartet.

Decreto Federal n. 3048, de 6 de maio de 1999, anexo 1, parágrafo VIII

PELLETIER, K.(1997). Entre a mente e o corpo: estresse, emoções e saúde. In GOLEMAN, D. & GURIN, J. (orgs.) Equilíbrio mente-corpo: como usar sua mente para uma saúde melhor. 2ª ed., Rio de  Janeiro: Campus, 1997: 15-31

Caixa de ferramentas da Escola Jovem, 2001, p.9

[1] Dra. Hilda Alevato, Psicanalista/ Dra. em Educação e Professora da Universidade Federal Fluminense-UFF.

[2] Regulamento da Previdência Social: Decreto Federal n. 3048, de 6 de maio de 1999, anexo 1, parágrafo VIII. O decreto adota a expressão consagrada pela CID X (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, publicação da Organização Mundial de Saúde, editada no Brasil pela EDUSP).       

[3] PELLETIER, K. Entre a mente e o corpo: estresse, emoções e saúde. In GOLEMAN, D. & GURIN, J. (orgs.) Equilíbrio mente-corpo: como usar sua mente para uma saúde melhor. 2ª ed., Rio de  Janeiro: Campus, 1997: 15-31

[4] in ‘Caixa de ferramentas’ da Escola Jovem, 2001, p.9

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR, REVOLUCIONANDO PARA EDUCAR - MÚCIO MORAIS

A administração escolar é um fator variável, sofre um processo de mutação constante, isso para se adaptar, enquadrar, à necessidade não só dos nossos dias, como também para os dias vindouros.

O que  é tido certo, hoje, daqui a um mês já pode estar errado.

Essa nova era está repleta de trabalhadores esperando oportunidade de demonstrar as suas habilidades e quem não estiver preparado para essa competição será “pisoteado” pelos demais.

A ideia de que vivemos em um clima de competição aborrece muita gente, o que é normal, mas quem não tiver mentalizado que a competição é um fator de sobrevivência será um perdedor e não um campeão. Então em vez de reclamar deve-se batalhar, melhorar produtos, aprimorar o atendimento e, principalmente, renovar.

A escola é o retrato da sociedade, de seus líderes, ou seja, é o reflexo de suas ações. Se o líder for organizado, for criativo, pró ativo, interessado, motivador, a escola também assim o será.

A escola depende diretamente de seus líderes, para ela crescer seus líderes têm de crescer primeiro. E para uma escola permanecer viva deve estar em crescimento permanente. O que normalmente impede as escolas de crescer são os hábitos, costumes, indiferença e preconceitos de seus líderes, o que certamente ocasionará a “morte” da escola. Esses hábitos e costumes devem ser reavaliados pelos líderes, para que possam administrar com maior convicção, mas o mais importante do que reavaliar os costumes e hábitos é o desejo e comprometimento com a mudança. Algumas escolas funcionam como verdadeiros mausoléus.

O administrador que anseia pelo sucesso, pela consideração de seu trabalho, é acima de tudo dedicado. Tem prazer em trabalhar ou fazer negócios, sempre pensa no que pode oferecer e não se o que ofereceu já esta bom.

Agrega valores e desenvolve o maior número possível de habilidades, torna-se um profissional polivalente.

Uma das características do Administrador escolar campeão é ter uma visão futura, é enxergar antes dos outros, o que lhe permite planejar e ter estratégias e principalmente colocá-las em prática, pois uma boa estratégia não é nada até que se realize.

O campeão não tem vergonha do que fez até chegar ao nível que está, muito pelo contrário, tem orgulho, pois tudo contribuiu para a sua formação profissional.

Criar uma escola campeã é um trabalho árduo, porém, gratificante.

Os Professores e administradores devem se dedicar ao máximo à escola, deve ter certeza dos passos que está dando, deve ser confiante e ter fé me si próprio. Deve planificar os gastos e verificar os meios de obter receita, deve associar-se, deve buscar cooperação e parceria visando o “lucro” final do empreendimento.

A escola deve valorizar sua imagem, prezar pela qualidade de seu ensino, escutar, interpretar e atender o que seus alunos tem a dizer e trata-los como seus colaboradores, como uma família e não como meros “alunos”.

A escola deve ser capaz de atualizar seus conceitos e manter-se bem informada conquistar seus aliados; Ser veloz e manter a excelência no que faz, ser ética e alerta às oportunidades. Não deve desperdiçar nada e deve estabelecer metas que sejam: claras, objetivas e motivadoras, precisam acenar com perspectivas de desenvolvimento para a equipe e quanto mais audaciosas e sedutoras melhor.

A escola campeã é formada por todo um quadro de funcionários, professores, alunos, pais e parceiros campeões que exercem uma dependência mútua entre si. Onde cada parte contém o todo e o todo contém as partes. Ela trata o aspecto humano como o principal, criando um clima agradável e prazerosa para aquela comunidade. Fazendo com que todos tenham o mesmo sonho e os mesmos objetivos. Tendo na sua linha de frente líderes que tem contato direto com os alunos e seu contexto; Profissionais capacitados e com condições de trabalho, e, quando estas não existem, eles a criam.

As vitórias são obtidas por seres humanos e não apenas por planos e estratégias. Basta dizer o que se espera deles e eles farão exatamente o que lhes foi pedido, a questão em geral está em como se comunica.

A motivação em uma escola campeã é ponto fundamental. Pessoas motivadas brilham. As pessoas são únicas e precisam ser tratadas assim, dispensando a atenção necessária à todos e não a um determinado grupo.

Como citado anteriormente  a escola deve ter um sonho comum e seguir o trajeto para realizar este sonho. Não abandonar seus objetivos e estar ciente que a comunidade precisa de você e de todos os outros colaboradores, porém.  em uma única condição, unidos.

Múcio Morais - PALESTRAS E FORMAÇÕES PARA GESTORES ESCOLARES - F. 031 99389-7951 - contato@muciomorais.com * 

domingo, 5 de dezembro de 2021

ANSIEDADE EM SALA DE AULA

                 Às vezes, a ansiedade é fácil de identificar - como quando uma criança está se sentindo nervosa antes de uma prova na escola. Outras vezes, a ansiedade na sala de aula pode parecer algo totalmente diferente - uma dor de estômago, comportamento perturbador ou raivoso, TDAH ou mesmo um distúrbio de aprendizagem.

A ansiedade tende a bloquear o cérebro, tornando a escola difícil para crianças ansiosas.

Existem muitos tipos diferentes de ansiedade, e esse é um dos motivos pelos quais ela pode ser difícil de detectar em sala de aula. O que todos eles têm em comum, diz o neurologista e ex-professor Ken Schuster, PsyD, é que a ansiedade “tende a bloquear o cérebro”, tornando a escola difícil para crianças ansiosas.

As crianças podem lutar com:

Ansiedade de separação: quando as crianças estão preocupadas em serem separadas de seus cuidadores. Essas crianças podem ter dificuldade em abandonar a escola e ao longo do dia.

Ansiedade social: quando as crianças são excessivamente autoconscientes, tornando difícil para elas participarem das aulas e socializarem com os colegas.

Mutismo seletivo: quando as crianças têm dificuldade em falar em alguns ambientes, como na escola perto do professor.

Ansiedade generalizada: quando as crianças se preocupam com uma grande variedade de coisas do dia a dia. Crianças com ansiedade generalizada geralmente se preocupam especialmente com o desempenho escolar e podem lutar contra o perfeccionismo.

Transtorno obsessivo-compulsivo: quando a mente das crianças está cheia de pensamentos indesejáveis ​​e estressantes. Crianças com TOC tentam aliviar sua ansiedade realizando rituais compulsivos, como contar ou lavar as mãos.

Fobias específicas: quando as crianças têm um medo excessivo e irracional de coisas específicas, como medo de animais ou tempestades.

Aqui estão algumas dicas para reconhecer a ansiedade em crianças na escola e o que pode estar causando isso.

O que fazer (e nao fazer) quando as criancas  estao ansiosas

As taxas de recusa escolar tendem a ser maiores depois de férias ou dias de licença médica, porque as crianças têm mais dificuldade em voltar depois de alguns dias fora.

Ir à escola também pode ser um problema para as crianças que têm dificuldade em se separar dos pais. Alguma quantidade de ansiedade de separação é normal, mas quando as crianças não se ajustam à separação ao longo do tempo e sua ansiedade torna a ida à escola difícil ou mesmo impossível, torna-se um problema real. Crianças com ansiedade de separação também podem se sentir compelidas a usar seus telefones durante o dia para falar com seus pais.

Comportamento destrutivo

Atuar é outra coisa que não podemos associar à ansiedade. Mas quando um aluno está compulsivamente chutando a cadeira da criança à sua frente, ou faz um acesso de raiva sempre que o cronograma é ignorado ou um colega não está seguindo as regras, a ansiedade pode muito bem ser a causa. Da mesma forma, crianças que estão se sentindo ansiosas podem fazer muitas perguntas, incluindo as repetitivas, porque estão preocupadas e querem ser tranquilizadas.

A ansiedade também pode tornar as crianças agressivas. Quando as crianças estão se sentindo chateadas ou ameaçadas e não sabem como lidar com seus sentimentos, sua reação de luta ou fuga para se proteger pode entrar em ação - e algumas crianças são mais propensas a brigar. Eles podem atacar outra criança ou um professor, jogar coisas ou empurrar uma mesa porque estão se sentindo fora de controle.

Problemas para responder às perguntas na aula

Às vezes, as crianças se saem perfeitamente bem nos testes e nas tarefas de casa, mas, quando são chamadas na aula, os professores esbarram. Existem vários motivos pelos quais isso pode acontecer.

“Na época em que eu estava ensinando, eu notava que, quando tinha que visitar alguém ou descobrir quem era a vez de falar, era como se a criança ansiosa sempre tendesse a desaparecer”, diz o Dr. Schuster. “A criança ansiosa está fazendo contato visual, eles estão dando a você algum tipo de presença física na sala, como 'me Ligue, me ligue!'” Mas quando as crianças estão ansiosas para responder às perguntas na aula, eles estão indo para quebrar o contato visual, eles podem olhar para baixo, eles podem começar a escrever algo, embora não estejam realmente escrevendo algo. Eles estão tentando quebrar a conexão com o professor para evitar o que os está deixando ansiosos.

Se forem chamados, às vezes as crianças ficam tão ansiosas que congelam. Eles podem ter prestado atenção à lição e podem até saber a resposta, mas quando são chamados, seu nível de ansiedade aumenta tanto que eles não conseguem responder.

Manifestações físicas, desconfortos e dores

A ansiedade também pode se manifestar em queixas físicas. Se um aluno está tendo dores de cabeça inexplicáveis, náuseas, dores de estômago ou mesmo vômitos, esses podem ser sintomas de ansiedade. O mesmo pode acontecer com o coração acelerado, as palmas das mãos suadas, os músculos tensos e a falta de ar.

 

Problemas assuntos e temas específicos

Quando uma criança começa a duvidar de suas habilidades em um determinado assunto, a ansiedade pode se tornar um fator que atrapalha seu aprendizado ou mostra o que ela sabe. Às vezes, isso pode ser confundido com um distúrbio de aprendizagem quando na verdade é apenas ansiedade.

No entanto, a ansiedade também pode estar associada a distúrbios de aprendizagem. Quando as crianças começam a perceber que algo é mais difícil para elas do que as outras crianças e que estão ficando para trás, é compreensível que fiquem ansiosas. O período anterior ao diagnóstico de um distúrbio de aprendizagem pode ser particularmente estressante para as crianças.

Não entregando o dever de casa

Quando um aluno não entrega sua lição de casa, pode ser porque ela não fez, mas também pode ser porque ela está preocupada que não seja bom o suficiente. Da mesma forma, a ansiedade pode levar a uma segunda suposição - uma criança ansiosa pode apagar seu trabalho repetidamente até que haja um buraco no papel - e gastar tanto tempo em algo que nunca termina. Temos a tendência de pensar no perfeccionismo como uma coisa boa, mas quando as crianças são excessivamente autocríticas, isso pode sabotar até mesmo as coisas em que elas estão se esforçando ao máximo, como o trabalho escolar.

Você também pode notar que algumas crianças ansiosas começam a se preocupar com os testes muito mais cedo do que seus colegas de classe e podem começar a temer certas tarefas, matérias ou até a própria escola.

Evitar socialização ou trabalho em grupo

Algumas crianças evitarão ou até se recusarão a participar das coisas que as deixam ansiosas. Isso inclui desencadeadores de ansiedade óbvios, como fazer apresentações, mas também atividades como aulas de ginástica, comer no refeitório e fazer trabalhos em grupo.

Quando as crianças começam a pular coisas, pode parecer aos professores e colegas que estão desinteressadas ou com baixo desempenho, mas o oposto pode ser verdade. Às vezes, as crianças evitam as coisas porque têm medo de cometer um erro ou de serem julgadas.

Observo que, quando as crianças ficam ansiosas em situações sociais, às vezes é muito mais fácil mostrar o que sabem quando os professores os envolvem individualmente, longe do grupo.

OBSERVE ESTES SINTOMAS EM SEUS ALUNOS, SENSIBILIZE-SE, ORIENTE OS PAIS E ENCAMINHE-OS A UM SERVIÇO DE CUIDADOS EMOCIONAIS.

APRENDA MEDIDAS PARA MINIMIZAR OS EFEITOS DA ANSIEDADE EM SUA CLASSE, FAÇA ATIVIDADES ANTI-ANSIEDADE EM CONJUNTO;

VERIFIQUE FATORES PEDAGÓGICOS QUE ESTEJAM PROVOCANDO ANSIEDADE EM SUA TURMA;

FAÇA ADEQUAÇÕES NA FORM DE APRESENTAR E NO PROCESSO DE PEDIR FEEDBACK DA APRENDIZAGEM;

TRABALHE OS VALORES DA NÃO COMPETITIVIDADE, EXALTE A INDIVIDUALIDADE E AS DIFERENÇAS INCLSIVE NOS RESULTADOS;

ENSINE SEUS ALUNOS VALORES COMPORTAMENTAIS TAIS COMO ALEGRIA, FELICIDADE, HUMOR, LEVEZA, ASSERTIVIDADE, PERDÃO, ACEITAÇÃO, TIRE-OS DO CICLO VICIOSO DE NOSSA SOCIEDADE NEURÓTICA.

ESTE TEXTO É PARTE INTEGRANTE DA PALESTRA:

“PROCESSOS EMOCIONAIS EM SALA DE AULA” COM O PROF. MÚCIO MORAIS

PALESTRAS E TREINAMENTOS NA EDUCAÇÃO

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A POSTURA PROFISSIONAL DO PROFESSOR E SUA INFLUENCIA SOBRE A VIDA DOS ALUNOS - Palestra com Prof. Múcio Morais

(Palestra para Professores) 

Este artigo não pretende romantizar a postura dos professores, mas tenho como referência aquelas experiências pelas quais passei e seu efeitos em minha vida e na vida de muitos de maus colegas,

A sociedade vem em um processo veloz de massificação, quase tudo é feito em massa, este comportamento tende a ser um modo de padronizar os gostos, as opiniões e os hábitos, por exemplo, de uma sociedade.

Este processo tem excluído a essência do indivíduo e produzido uma neura em saber a opinião do outro sobre si mesmo, parece que o que o outro pensa sobre nós tem mais valor e até define quem somos. Isso mesmo, sequer sabemos por nos mesmos, quem somos, precisamos ler os jornais, consultar o celular, dar uma volta pela internet para saber o padrão e ter algumas impressões alheias para nos asseguramos de que estamos nos trilhos, se estamos na moda, se estamos TOP, se seremos aceitos, se ainda fazemos parte do grupo, se estamos dentro do protocolo,

Na educação tenho assistido o mesmo processo nos diversos níveis, mas quero tratar do Professor, pois é, o Professor já foi há muito tempo uma referência de comportamento, postura e visão de mundo, era observado, imitado e até mesmo idolatrado, sua palavra soava como a de um “oráculo” e não é exagero dizer que esta referência nos fazia muito bem. Além da família o Professor era um norte importante.

Os alunos distinguiam as personalidades, os comportamentos de cada Professor, se aproximavam mais daqueles com os quais tinha mais afinidade, a matéria favorita era uma clara escolha do “professor favorito” da minha parte sempre gostei de quatro matérias.

Geografia (tive um professor que marcou profundamente minha vida, Prof. Alair), Português (Tive dois Mestres que me incentivaram e apesar de  minhas deficiências na matéria me fizeram sonhar, Prof. Gil Martins e Prof. Pinto Coelho), História (Tive uma professora que me fazia viajar na História, também me ajudou com conselhos pessoais que jamais esquecerei, Profa. Eva), EMC / OSPB (Tive um Mestre que me ensinou equilíbrio, sensatez e espiritualidade, meu grande Prof. José Maria), poderia citar vários outros que me influenciaram, mas estes são os principais, a base na qual construí minha vida e minhas convicções.

Ao assumir uma postura profissional adequada, o educador deverá se ater à importância de instaurar um clima de reciprocidade, principalmente no que se refere ao respeito.  Primeiramente, antes de conquistar o respeito, é necessário se dar ao respeito, e certas atitudes acabam comprometendo os objetivos propostos.

O Professor de hoje precisa ter sabedoria e atitude, entender que estamos moldando uma nova geração, e que o fascínio vindo dos alunos não acabou, sempre existirá, e é algo saudável e indispensável no desenvolvimento dos jovens. Esse fascínio é equivalente ao que se tem pelos artistas, pessoas se dispõem a todo sacrifício para imitar, acompanhar e aprender suas canções etc;  Mas quando direcionado aos Professores se transformam em um fascínio consciente e consistente, por isso, Postura Profissional, ética, seriedade, competência, busca de conhecimento, produção de conhecimento, visão, valores, crenças, disciplina pessoal, gestão de vida, inteligência psicossocial, liderança, força interior, espiritualidade, são questões primordiais para quem se coloca na posição de “ENSINAR” e se esta é a missão, que “ENSINE” com consistência e responsabilidade visando a construção e a reforma da sociedade. Que forme cidadãos acima da média e capazes de fazer diferença, quem entrou nesta trilha tem que saber disso. Não é só uma profissão alternativa, ninguém vira médico por falta de opção, e deveria ser assim com os Professores.

Há poucos dias recebi o pedido para seguir (FACEBOOK) de uma Professora do ensino médio, minhas redes sociais tem 80% de Professores e profissionais ligados a educação, pois bem, fui dar uma olhadinha no FACE de minha nova amiga, que decepção, uma exposição do corpo que beira a vulgaridade, pensamentos publicados do tipo:

 “Se seu vizinho está incomodado com seu barulho, ele que se mude, você está dentro de sua casa”.

“Só estou esperando acabar a quarentena pra cair na Cachaça”.

Sem falso moralismo, não preciso dizer que se espera uma postura mais equilibrada de alguém que tem tanta influência na vida de pessoas que estão sendo formadas, em crescimento, avaliando, pensando, descobrindo. Creio que esta professora não vai ficar muito feliz com  minhas publicações, mas achei melhor aceita-la.

Parando por aqui, quero expressar minha gratidão aos meus Professores, eternos heróis da minha vida, e, meu carinho e respeito por todos os que educam, ensinam e se doam diariamente na construção de outros. Espero sinceramente que este artigo inspire aqueles que precisam escutar estas palavras, espero que mantenham convictos aqueles que já descobriram esta visão tão nobre.

Forte abraço!

Múcio Morais

PALESTRAS / WORKSHOPS NA EDUCAÇÃO

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SISTEMA PDCA NA GESTÃO ESCOLAR - INTEGRANDO METAS E PROCESSOS

  Uma organização pode ser entendida como um grande processo, e dentro dela encontram-se diversos subprocessos. Desta forma, o bom gerenciam...