Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento humano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenvolvimento humano. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

CAPACITAR SEM FORMAR HUMANAMENTE É PERDA DE TEMPO - Múcio Morais

Por muitos anos venho trabalhando na formação de profissionais da educação, com diversos cursos, processos e tecnologias educacionais, trazendo e criando elos entre o que se descobre nas ciências humanas e os processos educacionais, a descoberta de novos modelos de ensino tem deixado estes profissionais entusiasmados e motivados para a missão de ensinar e formar pessoas; Mas percebo ao longo dos anos que estas tecnologias e processos se perdem e em muitos casos os profissionais não estão em condições intelectuais, emocionais e mesmo “morais” para aplicação destes e outros aprendizados.

O que quero dizer com isso? Que as capacitações técnicas são inúteis? SIM, exatamente,
em muitos e muitos casos, percebo os seguintes grupos entre os Professores, Coordenadores, e Gestores:

OS INTERESSADOS: Aqueles profissionais que gostam de aprender, curiosos, instigam positivamente o grupo, inquietos, são criativos e suas aulas não caem na mesmice, podem até ter limites intelectuais, mas se viram, querem fazer bem feito, tem orgulho do que fazem e estão moralmente prontos para receber novos conhecimento e aplica-los, eles acham propósito no que aprendem e estão sempre ansiosos para ver os resultados, já saem da formação com planejamento e direcionamento prontos. As personalidades deste grupo são bem variadas, desde o animado e histérico até o reflexivo e sério.

OS INDIFERENTRES: Aqueles profissionais que não entendem e nem desejam crescimento, apenas estão presentes, assinam a chamada e seguem em frente, acham parte do que foi ensinado absurdo ou de difícil aplicação, demostram uma certa empáfia com o(s) Instrutor(s) e Palestrante(s); São mornos e de pouca iniciativa, perderam a missão, a visão e o propósito, estão cansados, enfarados, enjoados.

OS AGRUPADOS: Aqueles que participam das capacitações em “grupinhos” geralmente tem um influenciador que distrai os demais do conteúdo e do “espírito do conteúdo” dificilmente irão discutir a aplicação das metodologias após o evento, salvo em alguma reunia pedagógica onde forem inquiridos; O entendimento dos propósitos de novos conhecimentos só será aceito se atender alguma dificuldade específica do grupo;

OS INSOLENTES: Revoltados com algum procedimento da Secretaria de Educação, se colocam nas formações como sindicatos, instigam, menosprezam, e, tendo oportunidade tentam demonstrar a insignificância da formação diante do “grande dilema” que estão vivendo, mas quem disse que a educação terão em qualquer tempo um momento sequer sem dilemas? Profissionais assim são apenas “funcionários” não entendem o sentido moral da missão de educar, demonstram insatisfação e despropósito diante do público mais sensível, os alunos.

OS FESTEIROS: Confesso que gosto muito deste grupo, são superficiais, se gabam de seus defeitos, influenciáveis, carismáticos e animados. Sem este grupo nenhuma capacitação será um sucesso total, se bem controlados pelos Instrutores e Palestrantes, fazem a festa, trazem animação e alegria, associam processos e métodos a situações corriqueiras, têm presença de espírito e com algum esforça podem reter e praticar o que aprenderam, alguns demonstram visão do que fazem outros fazem somente porque gostam, mas emoção positiva não falta, sabendo utilizá-los, a educação só tem a ganhar.

Estes grupos não se manifestam somente nos eventos de formação, eles já existem e apenas se agregam, mas o que importa é o nível de aproveitamento que as formações terão, qual o impacto de um novo conhecimento ou uma nova tecnologia de ensino? Temo que nesse ponto tenhamos uma perda enorme, não sei estimar, mas me arriscaria em mais de 50% de perda, sim, nem metade do que foi ensinado é transferido aos alunos. Isso me parece óbvio ao constatar a inércia ou evoluções mínimas e pontuais na aprendizagem.

ONDE ESTÁ O PROBLEMA?

Posso oferecer com base em minha experiência de outros colegas com os quais partilho conhecimento, algumas constatações para responder a esta  questão;

1.      A baixa formação ética e moral de nossos profissionais de educação, entendamos que sem ver propósito no que se coloca diante de alguém, dificilmente esta pessoa irá aprender e processar a prática. Falta entendimento da missão “educar” falta nobreza (que, a despeito de todos os riscos e perigos, age ou pensa desinteressadamente com vistas a servir alguém ou a encarnar um ideal;) A ausência deste valor transforma Professores em empregados e a escola vira somente o quintal de casa.

2.  Os baixos padrões de espiritualidade e entendimento dos processos de vida; (quem não transcende ao que pode ver, não pode ensinar o que não vê, Múcio Morais.).

3.   A incapacidade de lidar com o autoconhecimento e buscar desenvolvimento; (Chega um tempo em que precisamos conhecer melhor o nosso outro lado, o de dentro. É lá que repousam nossas verdades, Simone Marçal.).

4.  A desordem e incapacidade de administrar e manter a própria vida em   equilíbrio; (Eu descobri que sempre tenho escolhas. E muitas vezes, trata-se   apenas de uma atitude.).

5.     A falta de padrões emocionais para lidar com as diversas situações da vida;

6.    A ausência de crenças e valores sólidos; A relatividade baseada em interesse; A moral consiste em fazer prevalecer os instintos simpáticos sobre os impulsos egoístas.

Auguste Comte

7.      Falta de foco e como resultado a falta de excelência;

8.    A falta de revisão nas motivações originais para a escolha do trabalho com a educação;

9.     A manifestação de problemas mentais e emocionais sem a devida atenção;

10.   A falta de prática de desenvolvimento pessoal;

Nesta avaliação básica percebe-se claramente que a questão da conscientização para o desenvolvimento humano norteia todo o processo, entendamos algo de suma importância, formar tecnicamente é simples, basta insistir, monitorar, praticar, mas formar humanamente é muito mais desafiador. Não adianta formar tecnicamente se não existe combustível moral, espiritual e intelectual para que exista congruência na prática docente em todos os seus aspectos dentro de fora de sala de aula. Formar sem preparar humanamente é investimento prejudicado, sem preparar devidamente a forma colocando a massa precipitadamente o bolo vai agarrar ao funcho e queimar, é assim que percebo o processo de desenvolvimento da equipe de educação.

Minha atuação é humana basicamente, embora tenhamos formações voltadas para a neuroeducação, passo seguinte à preparação humana, sugiro um programa de desenvolvimento pessoal, um trabalho na mudança de visão e comportamento, este processo deve ter uma duração razoável, não basta uma palestra um uma formação de poucas horas, é necessário tempo e acompanhamento.

Este processo trará propósito às atualizações e formações técnico-pedagógicas, fazendo com que sejam incorporadas e aplicadas com coração e método.

Outra sugestão é que esse programa seja estendido aos Pais e alunos, uma ação abrangente e direcionada a formação geral de uma sociedade melhor.

Grande Abraço,

Múcio Morais

PALESTRAS / WORKSHOP / PROJETOS EDUCACIONAIS

35 ANOS ATUANDO NA EDUCAÇÃO! (031) 99389-7951

www.muciomorais.com/educacao.html

SISTEMA PDCA NA GESTÃO ESCOLAR - INTEGRANDO METAS E PROCESSOS

  Uma organização pode ser entendida como um grande processo, e dentro dela encontram-se diversos subprocessos. Desta forma, o bom gerenciam...