A discordância dos pais sobre a necessidade de exploração/identificação do autismo numa criança ou jovem é possivelmente uma das situações mais frustrantes e provocadoras de ansiedade que os médicos e profissionais que lidam com esta questão ou que diagnosticam enfrentam.
domingo, 4 de agosto de 2024
AUTISMO, TDAH, TDA, DISLEXIA, HIPERATIVIDADE, DPA, DISCALCULIAS E OUTRAS - PAIS EM NEGAÇÃO - FILHOS NEGLIGENCIADOS
Como assim, Au o quê? Você está chamando meu filho de maluco? (Respondeu um Pai ao receber a avaliação e diagnóstico de Autismo do filho)
Não senhor, respondeu a psicopedagoga, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é resultado de alterações físicas e funcionais do cérebro e está relacionado ao desenvolvimento motor, da linguagem e comportamental. O TEA afeta o comportamento da criança, após as avaliações este é o diagnóstico de seu filho, agora, temos que trabalhar a favor dele.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
PATOLOGIA PRINCIPAL: SER CRIANÇA - MÚCIO MORAIS

Antes de rotularmos com uma ou
mais patologias os nossos alunos, devemos entender que estes alunos sofrem
de uma “patologia comum à todos os seres humanos” SÃO CRIANÇAS, imaturas,
desatentas, agitadas, confusas, irritadas e irritantes, com tendência a
rebeldia, com dificuldade de adaptação ao novo processo de aprendizagem, sim
isso mesmo, há alguns dias elas aprendiam observando os pais e as pessoas de
sua convivência, agora, elas estão sentadas em uma cadeira, com uma pessoa “diferente”
falando, escrevendo, com um tom de voz diferente, com vocabulário diferente,
atitudes diferentes e nós ainda achamos que o problema é com "o aluno." NÃO É!
A CRIANÇA É TIRADA DE SUA FORMA DE APRENDIZAGEM NATURAL E TRANSPORTADA A UMA METODOLOGIA ALIENÍGENA E INADEQUADA, E NÓS, SEQUER LHE DAMOS INDICAÇÕES E TEMPO PARA REAPRENDER A APRENDER DE NOVO, E, PARA COMPLETAR, A CHAMAMOS DE DOENTE. (Múcio Morais, Os 100 maiores mitos da educação, seminário Educação e saber, e-book set, 2002)
Imagine você tendo que mudar completamente sua vida, sua alimentação, seus hábitos, seus amigos, sua convivência, sua rotina, seu ambiente, sua comunicação e ainda ser cobrado por não ter um desenvolvimento adequado em sua nova vida? Este é o seu aluno! (*Múcio Morais)
Acredito que mais da metade dos diagnósticos de patologias voltadas para a educação, estão completamente errados, nem TDA, TDAH, Autismo, etc etc. O diagnóstico correto deveria ser: CRIANÇA.
E... Queremos dar a elas um rótulo com uma patologia mental grave, hoje temos mais autistas, disléxicos, TDAHs, TDAs, discalculias, disgráficos, do que em toda história da humanidade, mas porquê? Respondo, porque é o caminho mais fácil para explicarmos nossa incompetência na educação básica, nossa incapacidade de atingir a todas as inteligências, nossa preguiça em avançar nos processos de ensino, alguns professores tem cadernos com o mesmo plano de aula por mais de 10 anos, mas nesses anos o mundo mudou demais, mas a aula é a mesma.
Mas, existem as patologias? Sim existem, mas podem ser tratadas, controladas e representarem muito menos transtornos na educação do que estamos assistindo no momento.
Outra constatação grave é a de
que não podemos entender as diferenças entre as pessoas, somos diferentes em
habilidades, processos de aprendizagem, visão de mundo, percepção de si mesmo e
do outro, reações, educação emocional, padrões de convivência e por ai vai.
Não formaremos um batalhão de
soldadinhos de chumbo, com a mesma composição, uniformizados, iguaizinhos, estamos
formando indivíduos, pessoas diferentes e que crescerão diferentes. A diferença
é uma maneira de excluir se esta vier de cima pra baixo. Do melhor para o pior.
Nossa avaliação precisa se adaptar às pessoas e não ao contrário. Alguém pode
ser muito melhor hoje do que era ontem com base em si mesmo, mas pode ser pior
hoje se comparado com a coletividade de ontem. Cada criança é diferente e será
um ser humano diferente, chega de neuras na educação. Faça o seu trabalho bem
feito e estes tabus caem por terra.
É preciso lidar com as diferenças
de “pontos fracos” dos alunos com uma visão holística, de forma panorâmica, ou
seja, como um todo e não de maneira desmembrada. Quando enxergamos assim, a
criança passa a ser parte e não uma aberração.
Esta visão precisa chegar também em casa, pais que são estimulados a verem seus filhos como "especiais" acabam por criar um mundo de bob, viajando por cenários sem sentido e fantasiosos, isso fragiliza e vitimiza a criança, enfraquecendo os processos de auto iniciativa, oferecendo uma zona de conforto que não é saudável. Também com esta visão interferimos no ambiente familiar e passamos a expor a criança aos mais diversos comentários e preconceitos dentro do círculo parental, amigos, vizinhos... Tudo precisa de equilíbrio. inclusive a relação legítima com uma patologia.
Professores precisam entender que para ensinar é preciso entrar no
mundo da criança, ser professor é ser um viajante e conhecer novos mundo,
novas civilizações, novos modelos de pensar, assimilando e aprendendo, o
professor de verdade é um explorador, não um repetidor de fatos, um audacioso
viajante que não teme o desconhecido,
que pode chegar e conhecer o mundo de seu aluno profundamente, onde ninguém
jamais esteve.
Boa viagem!
Múcio Morais
PALESTRA E WORKSHOP VOLTADAS PARA DIAGNÓSTICOS DE PATOLOGIAS EDUCACIONAIS; TEMAS ESPECÍFICOS, AVALIAÇÕES E OUTROS.
PALESTRA/WORKSHOP - PATOLOGIA CRIANÇA; 7 CAMINHOS PARA LIDAR COM ALUNOS ESPECIAIS; COMO MINIMIZAR PATOLOGIAS DIAGNOSTICADAS? ENSINANDO PARA AUTISTAS; GESTÃO DE APRENDIZAGEM PARA ALUNOS ESPECIAIS; O PROFESSOR ESPECIAL; PROFESSOR, O CRIADOR DE METODOLOGIAS;
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