Em 2020 a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) passou a ser realidade nas salas de aula de todo o país. Ao considerar isso, as secretarias de Educação devem estar preparadas para uma série de diálogos com formadores, coordenadores, diretores e professores de escolas, aprimorando a aplicação e desenvolvimento dos processos.
domingo, 4 de agosto de 2024
AUTISMO - Quando os pais discordam sobre a necessidade de uma avaliação!
A discordância dos pais sobre a necessidade de exploração/identificação do autismo numa criança ou jovem é possivelmente uma das situações mais frustrantes e provocadoras de ansiedade que os médicos e profissionais que lidam com esta questão ou que diagnosticam enfrentam.
AUTISMO, TDAH, TDA, DISLEXIA, HIPERATIVIDADE, DPA, DISCALCULIAS E OUTRAS - PAIS EM NEGAÇÃO - FILHOS NEGLIGENCIADOS
Como assim, Au o quê? Você está chamando meu filho de maluco? (Respondeu um Pai ao receber a avaliação e diagnóstico de Autismo do filho)
Não senhor, respondeu a psicopedagoga, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é resultado de alterações físicas e funcionais do cérebro e está relacionado ao desenvolvimento motor, da linguagem e comportamental. O TEA afeta o comportamento da criança, após as avaliações este é o diagnóstico de seu filho, agora, temos que trabalhar a favor dele.
SITE SUPORTE PARA O PROJETO DIMENSÃO - PROF MÚCIO MORAIS
ESTE BLOG é o suporte de conteúdos para os clientes do PROJETO DIMENSÃO, também pode ser utilizado e consultado o BLOG DO palestrante MÚCIO MORAIS. CLIQUE NO LINK ABAIXO: blog do palestrante Mucio Morais
O QUE É UM SUPORTE DE CONTEÚDOS?
LEVE A CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO PARA SEU MUNICÍPIO
MENTORIA EM GRUPO NA EDUCAÇÃ - PROF MÚCIO MORAIS
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
PATOLOGIA PRINCIPAL: SER CRIANÇA - MÚCIO MORAIS

Antes de rotularmos com uma ou
mais patologias os nossos alunos, devemos entender que estes alunos sofrem
de uma “patologia comum à todos os seres humanos” SÃO CRIANÇAS, imaturas,
desatentas, agitadas, confusas, irritadas e irritantes, com tendência a
rebeldia, com dificuldade de adaptação ao novo processo de aprendizagem, sim
isso mesmo, há alguns dias elas aprendiam observando os pais e as pessoas de
sua convivência, agora, elas estão sentadas em uma cadeira, com uma pessoa “diferente”
falando, escrevendo, com um tom de voz diferente, com vocabulário diferente,
atitudes diferentes e nós ainda achamos que o problema é com "o aluno." NÃO É!
A CRIANÇA É TIRADA DE SUA FORMA DE APRENDIZAGEM NATURAL E TRANSPORTADA A UMA METODOLOGIA ALIENÍGENA E INADEQUADA, E NÓS, SEQUER LHE DAMOS INDICAÇÕES E TEMPO PARA REAPRENDER A APRENDER DE NOVO, E, PARA COMPLETAR, A CHAMAMOS DE DOENTE. (Múcio Morais, Os 100 maiores mitos da educação, seminário Educação e saber, e-book set, 2002)
Imagine você tendo que mudar completamente sua vida, sua alimentação, seus hábitos, seus amigos, sua convivência, sua rotina, seu ambiente, sua comunicação e ainda ser cobrado por não ter um desenvolvimento adequado em sua nova vida? Este é o seu aluno! (*Múcio Morais)
Acredito que mais da metade dos diagnósticos de patologias voltadas para a educação, estão completamente errados, nem TDA, TDAH, Autismo, etc etc. O diagnóstico correto deveria ser: CRIANÇA.
E... Queremos dar a elas um rótulo com uma patologia mental grave, hoje temos mais autistas, disléxicos, TDAHs, TDAs, discalculias, disgráficos, do que em toda história da humanidade, mas porquê? Respondo, porque é o caminho mais fácil para explicarmos nossa incompetência na educação básica, nossa incapacidade de atingir a todas as inteligências, nossa preguiça em avançar nos processos de ensino, alguns professores tem cadernos com o mesmo plano de aula por mais de 10 anos, mas nesses anos o mundo mudou demais, mas a aula é a mesma.
Mas, existem as patologias? Sim existem, mas podem ser tratadas, controladas e representarem muito menos transtornos na educação do que estamos assistindo no momento.
Outra constatação grave é a de
que não podemos entender as diferenças entre as pessoas, somos diferentes em
habilidades, processos de aprendizagem, visão de mundo, percepção de si mesmo e
do outro, reações, educação emocional, padrões de convivência e por ai vai.
Não formaremos um batalhão de
soldadinhos de chumbo, com a mesma composição, uniformizados, iguaizinhos, estamos
formando indivíduos, pessoas diferentes e que crescerão diferentes. A diferença
é uma maneira de excluir se esta vier de cima pra baixo. Do melhor para o pior.
Nossa avaliação precisa se adaptar às pessoas e não ao contrário. Alguém pode
ser muito melhor hoje do que era ontem com base em si mesmo, mas pode ser pior
hoje se comparado com a coletividade de ontem. Cada criança é diferente e será
um ser humano diferente, chega de neuras na educação. Faça o seu trabalho bem
feito e estes tabus caem por terra.
É preciso lidar com as diferenças
de “pontos fracos” dos alunos com uma visão holística, de forma panorâmica, ou
seja, como um todo e não de maneira desmembrada. Quando enxergamos assim, a
criança passa a ser parte e não uma aberração.
Esta visão precisa chegar também em casa, pais que são estimulados a verem seus filhos como "especiais" acabam por criar um mundo de bob, viajando por cenários sem sentido e fantasiosos, isso fragiliza e vitimiza a criança, enfraquecendo os processos de auto iniciativa, oferecendo uma zona de conforto que não é saudável. Também com esta visão interferimos no ambiente familiar e passamos a expor a criança aos mais diversos comentários e preconceitos dentro do círculo parental, amigos, vizinhos... Tudo precisa de equilíbrio. inclusive a relação legítima com uma patologia.
Professores precisam entender que para ensinar é preciso entrar no
mundo da criança, ser professor é ser um viajante e conhecer novos mundo,
novas civilizações, novos modelos de pensar, assimilando e aprendendo, o
professor de verdade é um explorador, não um repetidor de fatos, um audacioso
viajante que não teme o desconhecido,
que pode chegar e conhecer o mundo de seu aluno profundamente, onde ninguém
jamais esteve.
Boa viagem!
Múcio Morais
PALESTRA E WORKSHOP VOLTADAS PARA DIAGNÓSTICOS DE PATOLOGIAS EDUCACIONAIS; TEMAS ESPECÍFICOS, AVALIAÇÕES E OUTROS.
PALESTRA/WORKSHOP - PATOLOGIA CRIANÇA; 7 CAMINHOS PARA LIDAR COM ALUNOS ESPECIAIS; COMO MINIMIZAR PATOLOGIAS DIAGNOSTICADAS? ENSINANDO PARA AUTISTAS; GESTÃO DE APRENDIZAGEM PARA ALUNOS ESPECIAIS; O PROFESSOR ESPECIAL; PROFESSOR, O CRIADOR DE METODOLOGIAS;
terça-feira, 19 de dezembro de 2023
AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL - Múcio Morais (Pesquisador)
O processo precisa considerar o percurso trilhado pelos pequenos, sem julgamentos, notas ou rótulos e fornecer elementos para a equipe repensar as práticas
Educação Infantil: o olhar sobre
as crianças
As Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) determinam, desde 2009, que as
instituições que atuam nessa etapa de ensino criem procedimentos para a
avaliação do desenvolvimento das crianças. Esse processo não deve ter como
objetivo a seleção, a promoção ou a classificação dos pequenos e precisa
considerar "a observação crítica e criativa das atividades, das
brincadeiras e interações das crianças no cotidiano" e empregar múltiplos
registros. Tais apontamentos, no entanto, ainda geram dúvidas e interpretações
equivocadas. com exigências psicopedagógicas inadequadas. (1º Seminário Nacional de Avaliação
da Educação Infantil, MEC – Ministério da Edução e Cultura, SP)
A avaliação nessa etapa,
geralmente, é dominada pelo uso de instrumentos normativos, direcionados para a
identificação das deficiências das crianças e que não atentam para os
componentes social, cultural e de interação inerentes ao processo de ensino e
de aprendizagem. "Há um desafio importante e atual, o abandono de práticas
descontextualizadas que ignoram a individualidade das crianças e a procura de
abordagens que captem a unicidade e a autenticidade de cada uma delas,
considerando o desenvolvimento dentro dos contextos e das rotinas".
Em 2012, o MEC publicou o documento Educação Infantil:
Subsídios para Construção de uma Sistemática de Avaliação, em que aponta que
hoje se sabe que a meninada não se desenvolve toda da mesma maneira e que ela
sofre a influência da realidade cultural e social em que está inserida. A
utilização de instrumentos pontuais leva à rotulação e ao estigma dos pequenos,
quando o foco precisa estar em como eles agem durante as práticas e interações
possibilitadas na escola.
Os riscos de avaliar mal não
param por aí. Ao dizer que uma criança não se comporta como deveria, pode-se
deixar de ver os avanços que ela já alcançou. Ao pensar, por exemplo, que ela
está adquirindo a habilidade de se equilibrar apenas se for bem em um teste
realizado com cordas, pode-se ignorar o fato de que ela consegue subir e descer
do trepa-trepa sem nenhum problema. Além disso, instrumentos classificatórios
favorecem que o professor direcione seus esforços, buscando que a turma seja
treinada para obter sucesso em uma ação específica, o que é um grave problema.
"A criança não pode se
sentir integrada a uma escola que lhe proporciona uma situação constante de
prova, de teste, onde a tensão se mantém e onde ela e sua família são
prejulgadas e responsabilizadas pelo fracasso", (Jussara Hoffmann, mestre
em avaliação educacional UFRJ, Avaliação e Educação Infantil - Um Olhar
Sensível e Reflexivo sobre a Criança (152 págs., Ed. Mediação).
Por tudo isso, é fundamental a
construção de um modelo que leve em conta o processo educacional, baseado em
informações recolhidas ao longo do tempo por meio de situações significativas
no contexto das atividades realizadas pelos meninos e pelas meninas e que
atenda ao que eles conhecem e são capazes, sem nunca serem penalizados pelo que
ainda não sabem.
Esses pontos pressupõem um
planejamento que guie todos no sentido da concepção de avaliação que se quer
implementar, a formação em serviço dos professores e a elaboração de
instrumentos que consigam registrar o percurso realizado e dividir os avanços
com as famílias.
O ciclo da avaliação na Educação Infantil
- Concepção e planejamento
- Formação
- Instrumentos
- Socialização das informações
- Concepção e replanejamento
- As diretrizes revelam a análise que se deseja fazer
O projeto político-pedagógico
(PPP) da instituição de Educação Infantil deve ser pensado de maneira a
promover situações que desafiem o que cada menina ou menino já sabe,
possibilitar que eles se apropriem de diferentes linguagens e saberes,
assegurar que manifestem seus interesses, desejos e curiosidades e valorizar as
produções individuais e coletivas. Para se chegar a isso, é necessário que o
processo educativo contemple a avaliação e, por meio dela, a constante reflexão
sobre os resultados alcançados. "A ação pedagógica só vai favorecer o
desenvolvimento dos pequenos se, primeiro, for planejada; segundo, colocada em
prática; terceiro, avaliada; e, quarto, replanejada", Movimento Inter
fóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib).
"Para manter o foco no
desenvolvimento da criança, precisamos respeitar a individualidade dela e a
escutar, tanto ao buscar sua fala como, principalmente, observando atentamente
suas expressões, manifestações e aprendizagens".
É possível conversar com os
pequenos, perguntar sobre determinadas atividades, saber o que eles mais
gostaram e pedir a ajuda deles no momento de organizar o portfólio de
produções. "Experiências nesse sentido já nos mostraram que eles conseguem
fazer uma apreciação crítica sobre as próprias produções. Eles falam coisas
como ‘antes eu não sabia escrever meu nome’ ou ‘olha como eu desenho bem melhor
hoje’", diz. Além de permitir que eles expressem algumas opiniões sobre
suas experiências, essa situação dá pistas sobre como eles veem suas
aprendizagens.
As premissas que integram o PPP
também devem refletir na definição dos procedimentos que norteiam a avaliação.
Esse cuidado está presente nos planos, anual e semestrais, e no planejamento
dos professores. "Com esses instrumentos, conseguimos refletir se as
práticas e as estratégias estão adequadas aos objetivos que queremos
alcançar".
Uma vez que a instituição entende que a avaliação faz parte do processo educativo, cabe ao coordenador fazer com que as diretrizes sejam apropriadas pelos docentes. Esse é o primeiro ponto que um plano de formação sobre o tema tem de contemplar. Com essa sensibilização realizada, deve-se iniciar a reflexão sobre o que se pretende observar e que critérios levar em conta. Boa parte da discussão se baseia no currículo da instituição.
A elaboração de indicadores para
os diferentes eixos da Educação Infantil orientam as observações e os registros
e são retomados, frequentemente, a fim de que sejam analisados e aprimorados, discutindo
diversos tipos de documentação, como o relatório de adaptação, o portfólio de
imagens e os pareceres.
Outro ponto fundamental para
análise é como fazer o acompanhamento das crianças. Uma das possibilidades é o
coordenador orientar a equipe docente a fazer uma programação para cobrir
diferentes aspectos ao longo de um determinado período. Cabe incluir uma
atividade com materiais, outra coletiva, no parque, uma roda de leitura e um
passeio. Essa sistemática permite avaliar as áreas mais bem-sucedidas e o que
ainda requer ajustes.
A reflexão constante também
implica não aceitar o trabalho como encerrado. Considerar questões como
"Que problemas a turma apresentou com as estratégias que eu sugeri?"
e "O que aprendi com essa experiência?" ajudam na problematização.
Nesse momento, o gestor pode trazer um olhar de fora da situação, fazendo
perguntas que levem a uma análise crítica.
Como se vê, a formação não
termina quando a ação é iniciada. Pelo contrário, ela fornece elementos para
que o gestor atue no sentido de aperfeiçoar as práticas e o próprio processo
avaliativo. "Quando os registros são compartilhados com a coordenação, ela
pode identificar elementos da atuação docente que precisam de intervenções e
que se transformam em novos objetos de estudo". Por essa razão, é preciso ler
todos os relatórios individuais e coletivos produzidos pelos docentes e
escrever devolutivas sobre eles. No final de um semestre, por exemplo, pode se
perceber que os professores não estão se aprofundando no eixo de Música. Por
isso, o próximo período letivo já começou com formações sobre o tema.
Instrumentos
Muito mais que meros formulários
"A observação e o registro
permitem a avaliação contínua e processual. Por meio deles, docentes e
coordenadores pedagógicos acompanham o que está sendo construído no dia a dia
das turmas", aponta o livro O Trabalho do Professor na Educação Infantil
(420 págs., Ed. Biruta, Zilma Ramos de Oliveira). Os dois instrumentos são os
mais defendidos por estudiosos da área porque respeitam a individualidade dos
pequenos, consideram o contexto em que eles estão inseridos e são realizados
pelos adultos que mediam as ações. Com a observação, o educador tem a
oportunidade de conhecer cada um, as reações, os hábitos alimentares, as
brincadeiras preferidas e vários outros detalhes.
O livro organizado por (Zilma Oliveira, Ed. Biruta) aponta três características fundamentais na observação. A primeira, o foco,
pressupõe que se tenha um objeto de análise, que pode ser a criança, o grupo,
uma situação ou uma atividade. A segunda, o objetivo, indica que é importante
que ela aconteça para que se conheça melhor algum aspecto da aprendizagem. E a
terceira, a continuidade, se explica pelo fato de que o desenvolvimento
infantil não se esgota ou não está limitado a um episódio pontual. São elas que
asseguram que esse instrumento não vai ser utilizado apenas para que o
professor preencha formulários com sim e não, e que gere subsídios para
repensar a ação educativa.
A observação pode ser realizada
de duas maneiras. Em uma delas, o olhar fica livre para notar o que está
acontecendo naquele momento e a outra é mediada por uma pauta que, portanto,
pressupõe uma antecipação e um planejamento.
Obviamente, a memória não é
suficiente para guardar tantas informações. Por isso, temos de lançar mão dos
registros. Eles são fundamentais para que o educador anote tudo o que lhe chama
a atenção e o que os pequenos revelam. É importante que o coordenador instrua
os docentes a anotar, de preferência, simultaneamente à observação, o nome da
criança, a idade e os locais e os horários em que determinado fato aconteceu.
Só assim, ao final de um período, ele conseguirá dar sentido para anotações
diárias que podem, a princípio, lhe parecer desarticuladas. A organização dos
registros, no entanto, pode ser feita de diversas maneiras. Um caderno em que
cada folha seja reservada a uma criança uma boa opção.
"Eles representam a análise
e a reconstituição da situação vivida pelo educador na interação com as
crianças. Ao registrar o que observa, ele reflete sobre a evolução do seu
próprio trabalho e sobre suas posturas pedagógicas", afirma Jussara
Hoffmann, em seu livro. Além disso, segundo ela, um registro bem feito
possibilita que se retome essas anotações e veja se as intervenções elaboradas
com base nele surtiram algum efeito.
O coordenador também precisa
lembrar o grupo dos diferentes tipos de registro. Por exemplo, se o ano começa
e o professor conhece pouco a turma, um bom instrumento para a análise é a
ficha de adaptação, na qual se pode registrar preferências e reações que cada
um manifesta no primeiro contato com uma situação nova.
A documentação não é composta
somente de material escrito. Fotos, vídeos, áudios e as produções nas múltiplas
linguagens devem ser guardados e organizados.
O vídeo, por sua vez, traz a ação
com todas as variáveis que interferiram no desenvolvimento da atividade e
permite que aquele momento seja visto várias vezes, captando percepções sobre
os pequenos que não foram possíveis na observação direta. E a foto ajuda a
refletir sobre a organização do espaço e sobre detalhes, como os gestos durante
uma pintura ou desenho. Lembre que quando as imagens forem selecionadas para
compor o relatório final, elas precisam estar acompanhadas da data em que a
situação foi registrada e de um comentário (se não há o que falar, reflita se
ela é realmente necessária).
Para Marlene, do Mieib, esse
processo precisa ter polifonia, ou seja, múltiplas vozes. "O olhar sobre a
meninada é enriquecido quando, além do professor, outros adultos que acompanham
suas aprendizagens são ouvidos", diz. Na Creche-Escola Paulo Rosas, em
Recife, que atende crianças até 4 anos, duas vezes por semestre, os docentes e
os auxiliares se reúnem para discutir o desenvolvimento de cada menino e
menina. Em muitos desses encontros, participam outros funcionários, como a
cozinheira que é envolvida na conversa sobre alimentação e a equipe de limpeza
que contribui na discussão sobre o desfralde. "A troca de informações, que
resulta em uma avaliação coletiva, amplia a reflexão sobre nossas ações",
afirma a coordenadora pedagógica Marcela de Cássia Melo Figueiredo.
Socialização das informações
Cuidado! Esse documento é público
Toda a documentação reunida
embasa a elaboração de relatórios que mostram o desenvolvimento dos pequenos, a
interação deles com as várias linguagens e a convivência com os colegas e os
educadores. "Ela representa a memória resinificada da história vivida
pela criança na instituição e favorece a continuidade do processo
avaliativo", diz Jussara Hoffmann.
Por meio do relato construído
pelo professor com a orientação do coordenador, o percurso de aprendizagem da
meninada pode e deve ser compartilhado com os demais educadores e com as
famílias. Isso é fundamental, por exemplo, para garantir que um professor, ao
assumir uma turma, conheça o que se passou com cada um dos meninos e das
meninas no ano anterior. Por isso, vale arquivá-lo na escola durante todo o
tempo de permanência da criança.
Quando o docente é informado
sobre o grupo com o qual vai trabalhar, ele deve receber, junto com as fichas
de matrícula, o relatório individual do ano anterior. "Eles ficam com o
documento ao longo de todo o ano para que possam consultar sempre que
necessário", diz Elisângela.
Os pais também devem ter acesso
ao relatório. Ali, eles conseguem visualizar o caminho trilhado pelo filho e os
avanços que ele vem obtendo. Além disso, esse material colabora para prestar
contas sobre o que foi realizado. Aqui o professor atende individualmente às
famílias e, com base no relato, fala sobre os desafios propostos, os avanços e
as habilidades que foram conquistadas.
Espero que sejam úteis estas informações!
Múcio Morais
SISTEMA PDCA NA GESTÃO ESCOLAR - INTEGRANDO METAS E PROCESSOS
Uma organização pode ser entendida como um grande processo, e dentro dela encontram-se diversos subprocessos. Desta forma, o bom gerenciam...
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